O verdadeiro espectáculo de variedades!
Má lingua, escárnio e mal dizer. Informações e avaliações. Política e outras brejeirices!!
A verdade é que temos de "tocar" isto p'rá frente!
(Foto, retirada, com a devida vénia, do blogue "Thoughts on Mealhada")
Na edição de 13 de Fevereiro último, o Jornal da Mealhada expressava em duas páginas as preocupações fundadas e legítimas de um grupo de comerciantes do Luso, acerca da degradação contínua e desleixada das “suas” Termas do (seu) Luso. Antes de continuar, convém mostrar um pouco de história desta famosa água de mesa e termal, utilizada no tratamento de problemas renais e males da pele. Consultando várias informações dispersas e o site da Sociedade de água de Luso (SAL), nos seus 150 anos de história, ficamos a saber que a descoberta das curas no restabelecimento da saúde, desta água, foi em 1726, no 1º inventário das águas minerais portuguesas, da autoria de Francisco da Fonseca Henriques, em que é mencionada e a sua localização em Luso. Constata-se também que só meio século depois se verifica o aproveitamento terapêutico desta água. Passando um pouco à frente, em 22 de Dezembro de 1916 é constituída a Sociedade Água de Luso, SARL. Em 1970, a então nascida em 1934, Sociedade Central de Cervejas (SCC) e em 1977 rebaptizada de Centralcer, Central de Cervejas, EP –depois de ter sido nacionalizada no 25 de Abril- entra no capital da SAL, tornando-se accionista. Em 2003, a Central de Cervejas, agora SA, Sociedade Anónima e a SAL foram adquiridas pela Scottish and Newcastle (S&N), com sede na Escócia, que passou a deter o controlo, em acções, a 100% daquelas duas empresas nas Águas de Luso. Ao que parece, recentemente, estas acções foram adquiridas pela Heineken-Carlsberg. Fazendo uma pequena retorna ao passado, imaginemos que estamos no fim da década de 60, do século último, em Setembro, quase a finalizar a época balnear. Eu e você leitor, viajando pela linha da Beira Alta, de comboio, vamos desembarcar na Estação ferroviária de Luso. Apercebemo-nos do grande movimento desta estação de Caminho de Ferro. Muita gente sai do comboio e outros tantos iniciam viagem. No banco de madeira da segunda carruagem você dorme profundamente. De repente dá um salto. Foi acordada pelo grito estridente de uma mulher, de meia idade, baixa, de avental, de cabelo apanhado num toutiço, que percorrendo, em passo rápido, aquela paragem de dez minutos, disponibiliza, a troco de vinte e cinco tostões, uma bilha de barro, prometendo matar a sede aos viajantes daquele trem. A forma sonora de apregoar o seu produto, ainda que sibilante, era encantadora: “águaaa de Lusooooo”. Quem não quisesse, se tivesse tempo, podia ir ao bar da estação beber uma gasosa em forma de pirolito, uma laranjada, uma Guaraná, ou um Licor de Ginjas, tudo da fábrica Buçaco, que laborava ali mesmo ao lado e que era identificada pelo enorme depósito de água, que do outro lado da linha desafiava as leis da gravidade. Depois de descer do transporte por ferrovia, pegamos nas nossas malas e vamos a pé –porque não podemos gastar muito- em direcção à vila, que dista dali cerca de um quilómetro, onde contamos passar 15 dias nas famosas Termas de Luso. Ambos temos insuficiência renal e aqueles insistentes pruridos na pele, e, por isso o dermatologista enviou-nos para aquelas Termas. Chegamos então ao “Alto da Venda Nova”. Aí começamos a aperceber-nos do movimento de adultos e crianças a entrar e a comprar nas lojas do Adelino Carvalho. Reparamos no ar feliz dos petizes, entretidos a desfolhar os novos livros escolares para o ano que se avizinha. Quase em frente, na loja comercial do senhor Carlos a mesma coisa: muita gente das redondezas a comprar e a pedir para apontar no livro. Continuando, passamos na padaria do Vale e compramos uns pães e uma roscas doces. Começamos a ouvir o sino da igreja. Vamos passar mesmo em frente dela. Reparamos que muita gente se encaminha para o templo sagrado. Na porta lateral está o senhor vigário, o padre António Simões da Costa, todo vestido de preto, de sotaina até aos pés, e com o tradicional chapéu de três bicos na cabeça, a receber os convidados do Senhor. Continuamos a andar e, por momentos, paramos a admirar o Grande Hotel do Luso, projecto de 1937, do grande arquitecto modernista Cassiano Branco –a propósito, hoje, no seu site, na Internet, porque não tem o Grande Hotel do Luso um link com a sua história? Nem sequer é feita referência ao grande projectista. Evidentemente que apenas contentamos o olhar, a nossa bolsa não chega para tanto. Continuamos no meio do fervilhar de gente, utentes das termas, sobretudo casais, de meia-idade, de mão dada, que no seu andar dolente, certamente, desligaram os relógios. Reparamos no ruído que provém do pequeno mercado a abarrotar de gente. Assim como o Casino, pleno de efervescência. Lá dentro está uma exposição de pintura de Carlos Ramos, pintor Coimbrão, que começava a alcançar um merecido reconhecimento. No terreiro da Fonte das onze bicas não se rompia com gente, uns a encher uns garrafões de água, outros a comprar cavacas doces nas barracas ali ao lado. Lá ao cimo da avenida, o Cine Teatro do Luso parecia um baluarte estático também a defender a cultura da vila. Continuamos o nosso caminho e subimos em direcção ao Hotel Serra. Era um bom hotel mas com preços mais modestos para a nossa bolsa. Era ali que tencionávamos ficar. Era, disse bem. Estava completo. Bom, nesse caso, vamos para uma pensão famosa que toda a gente que frequenta as termas conhece: a Pensão Lusa. E ali ficámos muito bem hospedados durante a quinzena de Setembro de 1969. Hoje, se, hipoteticamente, fizéssemos o mesmo trajecto iríamos ficar profundamente decepcionados. Da movimentada estação ferroviária de outrora, hoje pouco mais resta do que um decrépito apeadeiro que a REFER, num economicismo atroz condenou ao abandono e à invisibilidade. Da identitária fábrica de refrigerantes Buçaco apenas resta o depósito de água –que, quanto a mim deveria ser classificado de interesse público. Nos mil metros que distam do agora apeadeiro até ao Luso, os castanheiros, alquebrados pelo tempo, parecem chorar de abandono. As Lojas do Adelino Carvalho e do Carlos da Venda Nova, uma sombra de outros tempos, tentam, por todos os meios resistir às grandes superfícies, à lei da selva, e à cegueira deste Estado ultraliberal. A padaria do Vale encerrou há muitos anos. O hotel Serra jaz em ruína, ainda salvo erro, e a Pensão Lusa, com a placa de “vende”, encerrada há muitos anos, procura novo dono que, em estoicismo, continue a sua história. A Igreja, embora com menos fiéis, continua a receber em preces a esperança de um amanhã melhor dos habitantes da freguesia de Luso. Os sinos, num trinado dobrado, parecem mostrar que os seus comerciantes tem razão em estar preocupados com as suas Termas e no abandono a que foram votadas.
Segundo a notícia transcrita no Jornal da Mealhada, de 20 de Fevereiro: “Presidente da Direcção da APPACDM foi investigado, com base numa denúncia, feita por carta, a um órgão de comunicação social, onde são feitas acusações muito graves, de corrupção”. Acerca dos autores da carta anónima, Acácio Lucas, o visado pela “acusação”, garantiu: “O documento foi escrito por funcionários da instituição, mas não posso acusar ninguém sem ter certezas. A justiça serve para descobrir se as acusações são ou não verdadeiras, mas também para descobrir quem foram os autores da carta”. Ora aqui começa a saga iníqua e labiríntica deste homem que não conheço. Ele, agredido na sua honra, torpemente vilipendiado por um cobarde sem dignidade e sem rosto, não pode acusar ninguém, e diz ter esperança que a justiça descubra os autores da carta. Em contrapartida o poltrão, a coberto do manto diáfano do obscurantismo, pode acusar discricionariamente sem prestar contas. Não está em causa se Acácio Lucas é culpado ou inocente –embora, mesmo após o inquérito em curso pelo Ministério Público, e mesmo em caso de vir a ser constituído arguido, só após o transitado em julgado se poderá falar em “culposo” ou “inculpado”- o que se põe em causa é a forma como um Estado de Direito aceita uma denúncia e, sem princípios de salvaguarda da honra do cidadão atingido, aceita, com base numa delação traiçoeira, iniciar uma investigação, mesmo sabendo que jamais essa pessoa será inocentada pelo populis. Mesmo absolvido, o estigma perdurará para além do tempo. É curioso como no Estado Novo a delação, com base num informador anónimo da extinta Pide, é hoje, unanimemente condenada com veemência e considerada atentatória aos mais elementares princípios da segurança jurídica. Então como compreender que pior do que isso, num retrocesso à Inquisição, um Estado Liberal, em que os Direitos Liberdades e Garantias são o primado da sua individualidade, aceite os mesmos métodos quinhentistas ou de um autoritarismo condenável sem contestação? É claro que a resposta dada pelo legislador e pelos defensores deste injusto sistema é demais conhecida: “o Estado de Direito garante-lhe um processo justo”. Garantirá mesmo? E no caso de nem sequer vir a ser pronunciado, quem é responsabilizado pela vergonha, pelo estigma, e noites em claro? E, ainda mais, se o Código Penal, no seu artº 365º, referente à denúncia caluniosa e imputação de medida disciplinar ou contra ordenação, procura na sua bondade defender o denunciado, através da possibilidade do subsequente procedimento criminal em caso de denúncia infundada, exactamente para, como medida preventiva, evitar a proliferação desse mesmo recurso? Então, como entender que a ordem jurídica aceite uma denúncia anónima, sabendo, a priori, que o denunciado fica numa posição vulnerável e sem possibilidades de imputação de responsabilidades ao demandante fantasma? Ou seja, por desconhecimento do autor material da denúncia, o denunciado, perante a lei, é discriminado. É verdade que ao legislador apenas lhe interessa o objecto, que, neste caso, é a descoberta da verdade. Mas se a lei é o primado da ordem jurídica, aquela só pode ser justa, em verdade e em equidade, se tiver em conta os meios para alcançar os fins. Por outro lado, pela recorrência, infelizmente, hoje tão em voga, se depreende que a lei, devendo premiar o altruísmo, a coragem e o exercício da cidadania, ao aceitar o mérito da denúncia anónima como princípio desencadeante da acção, pelo contrário incentiva “o atira e foge” e, ainda mais grave, desonera completamente o autor de qualquer penalidade ou censura social, do seu acto atentatório ao (mau) uso da moral e dos bons costumes, e, ao invés de fomentar a licitude e a conspicuidade, esta prescrição legislativa incentiva o ataques soez. Valerá a pena pensar nisto? É que amanhã, como no "Processo", de Kafka, você, pode ser o próximo.
P.S.-Manda o bom senso que faça um esclarecimento acerca deste texto, uma vez que invoco o nome de uma pessoa e, para mais, injustamente acusada: Foi escrito, e publicado no Jornal da Mealhada, em Fevereiro, deste ano, aquando da carta anónima contra Acácio Lucas. Posteriormente, o Ministério Público, não encontrando matéria de facto, optou pela não-pronúncia, isto é, não deduziu acusação e optou pelo arquivamento dos autos. Este facto vem reforçar a minha tese de que o Estado, na sua relação com o cidadão, deve (deveria) apenas considerar procedente a queixa através de identificação.
(O ESTABELECIMENTO DO SENHOR ANTÓNIO SIMÕES, EM BARRÔ)
Corria o ano de 1960, tinha eu então 4 anos, quando fui morar com os meus pais para uma pequena aldeola entre a Mealhada e o Luso. Era uma aldeia igual a tantas outras do Portugal pobre, esconso e atrasado desse tempo. Tinha uma riqueza natural que embora a tornasse diferente, directamente não lhe trazia grandes benesses: o seu barro cinzento de elevada qualidade, extraído das entranhas da terra por potentes caterpillars, que diariamente iam rasgando as encostas à volta da povoação. Este barro invulgar deu o nome à aldeia. Era de uma maleabilidade invulgar, lindo e de mil cores, onde predominava o cinzento, que dava gosto apertar entre os dedos. Esta argila alimentava duas fábricas cerâmicas –hoje encerradas e em ruínas- de telha e tijolo, ao cimo do lugar. Pouco influía no marasmo económico desta pequena localidade intrinsecamente rural, para além de dar alguns escassos empregos aos autóctones. Por entre um casario pobre, onde a única manifestação de vida era um fio ténue de fumo saído das chaminés, a meio do lugar, como baluarte entre um homem ambicioso e um Deus desinteressado e misericordioso, ficava a capela, que normalmente só era aberta no dia da festa anual, em honra do mártir S. Sebastião, ou então quando morria alguém. Era aqui, no largo, que os muitos putos, a “cachopada”, numa algazarra infernal, jogavam ao pião, ao botão e ao lencinho. Mais ao cimo, seguindo em caminho de terra batida, sulcados pelos camiões de transporte de barro, a “venda” do “Senhor António da loja”. Em grau de importância estatutária, a seguir aos quatro maiores lavradores latifundiários que davam emprego no amanho da terra à maioria da população, o comerciante de vinhos e mercearias vinha a seguir. Desde os fósforos, ao arroz, ao açúcar amarelo, até ao papel de fantasia recortado para colocar nas cantareiras da cozinha, tudo era inscrito no grande livro de débitos. Entre o “deve” e o “haver”, cuja primeira coluna era extensa, estava ali a história do lugarejo. O senhor António, para além de bom amanuense, era respeitado pela sua idoneidade e sobretudo pela obrigatória concessão de crédito popular. Com o tempo, com a mudança dos costumes e melhor distribuição da riqueza, estabelecimento e homem, como gémeos siameses, foram perdendo importância. Praticamente, o primeiro só subsiste pelo amor e apego do segundo. Este, o companheiro e dono, hoje é simplesmente conhecido pelo “Toino da loja”. Alto, de bom porte, cabelo penteado à Errol Flynn, ninguém lhe dá a idade que tem realmente. O seu rosto, quase sem rugas, divido entre um ar de menino e a necessária contenção de um sorriso, não vá um rasgado riso parecer e dar azo a um abuso de confiança por parte do cliente. Falar com este septuagenário é um gosto. De memória fresca, lembra-se de toda a história da aldeia, nos últimos 50 anos. Relembra os idos anos 50, quando, e apesar de estar estabelecido numa aldeia rural e essencialmente vinícola, num mês, na sua taberna, chegava a vender 25 almudes de vinho (500 litros), contra apenas uma grade de cerveja. Era sobretudo ao Domingo que este consumo era feito. Em frente à sua loja, na rua principal, logo a seguir ao almoço, começavam a aparecer os grandes campeões, e também adversários, da malha ou fito como também era conhecido este jogo na aldeia. Quando chovia passavam para o interior, e, em volta de um pipo voltado ao contrário, guerreavam-se numa cartada, no jogo da sueca. Relembra a sã camaradagem de alguns jogadores já falecidos, o “Zé Grande”, o Daniel “Carteiro”, o “Toino dos Ovos”-este ainda vivo, felizmente-, o Albino “Cantoneiro”, o Daniel “Catrixo”, entre outros. Nesse tempo, a loja do senhor António era uma espécie de montra tecnológica implantada numa terra profundamente mecânica. Era lá que se ouviam as notícias na telefonia. Foi lá que se viu a primeira caixa que viria a revolucionar o mundo, a televisão. Por volta de 1957, poucos meses passados da primeira emissão da RTP, desde a Feira Popular de Lisboa, em 1956, o senhor António ao passar na Praça Velha, em Coimbra, reparou num grande magote de pessoas em frente a uma montra de electrodomésticos. Aproximando-se, reparou que todos olhavam para a caixa mágica. Com um elevado faro para o negócio, imediatamente viu ali uma oportunidade. No dia seguinte, a televisão entrava oficialmente em Barrô pela mão do senhor António. Foi colocada nas traseiras do estabelecimento, num armazém rudimentar. Colocou umas tábuas de pinho corridas e pronto!, estava inaugurado o primeiro animatógrafo da aldeia, contra o pagamento de cinco tostões. Hoje, o “Toino da loja”, como é conhecido com carinho, olha em volta e, embrenhado numa saudade que quase é palpável, o que vê é o casario em ruínas, muitas delas com placa de “vendo”. Já quase não ouve um galo a cantar, um boi a mugir, um porco a grunhir, nem o balir das muitas ovelhas de outrora. Já não há crianças no largo da capela, o que há é uns poucos velhos sorumbáticos, carregados de tristeza, encostados às esquinas. O silêncio como manto diáfano, translúcido, tomou conta da aldeia.
Quando falamos no Carteiro, enquanto profissão, inevitavelmente, os mais velhos, numa viagem alucinante, fazem uma transposição para o belíssimo filme sobre a obra homónima de Pablo Neruda –escritor Chileno, jubilado com o prémio Nobel da literatura em 1971-, em que duma forma deliciosamente simples, ao ver o filme, nos colamos à personagem. Este filme, para quem não se lembra, passa-se numa ilha em Itália, durante o exílio do escritor. Aí, por razões políticas, pelas suas crenças comunistas e defesa intrínseca do proletariado, é amado até à exaustão pelo povo. Pelo seu versejar fácil e profundo é idolatrado pelas mulheres daquela porção de terra rodeada pelo azul mar imenso. Nesta verdadeira pérola do cinema, em que o seu personagem principal, Mário –que, apesar de ter muitas dificuldades em ler e escrever, consegue ser contratado como carteiro-, pelos seus momentos hilariantes, nos faz rir até às lágrimas, outras vezes, pela sua simplicidade natural, pela franqueza absoluta de um meio pobre, mas mostrando o lado bom do homem simples, emocionam-nos de uma forma indescritível. É uma elegia à poesia e ao amor nas suas metáforas ilustrativas do grande poeta Neruda. Este filme, embora retrate laços de uma amizade profícua entre o escritor e o seu carteiro, trata sobretudo a história de amor entre o distribuidor de correspondência e a bela Beatrice. A relação de amizade, estabelecida entre a pessoa que espera correio, encenada pela figura do poeta exilado e o carteiro, mostra um tempo que, aparentemente, não voltará jamais. Em que o respeito pelo estatuto de cada um, se funda na inalienável dignidade da pessoa, numa igual necessidade bipolar, mostrando uma empatia entre os dois, profissional e receptor de correio. Este sentimento de amizade, desinteressado e puro, hoje desapareceu completamente. É certo, para o bem e para o mal, que os carteiros de hoje, tal como Mário, o nosso herói do filme, já não se deslocam de bicicleta. Hoje podem andar a pé em pequenas distâncias, dentro da cidade, mas, para os arrabaldes, já se deslocam de veículo motorizado. Aposto que a maioria não conhece o profissional que lhe coloca a sua correspondência na sua caixa de correio. Sabe se é homem ou mulher? Claro que não sabe. Como ninguém espera carta de amor, o que se pode pensar é em contas para pagar: a água, o telefone, a electricidade, etc. Então, nesse caso, faz todo sentido nem querer conhecer o correio de tão tristes notícias. Como no aforismo, se pudéssemos “matávamos” o mensageiro. Só nos traz dores de cabeça. Ou então, nessa impossibilidade, porque pode ser uma “belezura”, no mínimo, que se atrase o mais possível. Sim, falei bem, uma beleza, porque pode ser uma bonita mulher, de vinte e poucos anos, de longos cabelos louros e um palmo de cara que promete o céu. “Mas essa pessoa nos Correios não existe!”. Isso pensa você! Mas, acredite, existe mesmo, e é a carteiro da minha rua. Palavra de honra que não tenho nada a ver com isso. Acreditem que não meti nenhuma cunha. A Elisabete é uma simpatia. Todos os dias lhe pergunto se é hoje que me traz uma carta de amor. Com o seu sorriso traquina, vai-me respondendo que não. “Já ninguém escreve cartas de amor”, responde enfaticamente. “Eu, ou trago más notícias, quando são ordens de pagamento, ou então, por volta do dia 25 de cada mês, sou o “Pombo Monetário Correio”, uma espécie de Pai Natal dos pobres. Em vez de ser a 25 de Dezembro, para estas pessoas, eu distribuo o natal mensalmente. Só me falta o barrete! Por esta altura do mês, chegam a perseguir-me pelas ruas da cidade”. Esta correio-mulher-menina esforça-se muito, levanta-se às seis horas da manhã, vinda de uma cidade satélite de Coimbra para poder fazer face às despesas da casa, juntamente com o marido, e poder criar o seu menino. Quando lhe pergunto se gosta do que faz, engelhando a fronte, responde-me a sorrir, entre um rir possível, dividido entre a impossibilidade de escolha e a conformação: “que hei-de fazer? Sou licenciada, e estudei para assistente social, mas não tenho emprego na minha área, apesar de tudo, dou graças por ter este trabalho!” Parafraseando uma canção conhecida do Conjunto António Mafra: “Para uns são alegrias, para outros tristezas são, o carteiro não tem culpa, é a sua profissão”.
Ontem conheci uma pessoa. A meu ver, na sua forma de estar, bem poderia ser um pouco de todos nós. Uma projecção, um heterónimo, estão a ver não estão? Não fiquem ansiosos! Calma! Não tem nada de especial. Aliás, é exactamente por ser tão insignificante, tão “lingrinhas”, não ter nada que o saliente que falo dele. Então pergunta você, se não tem nada para contar porque me incomoda com este texto se tenho tanta leitura boa para ler? Então e eu sei lá? Eu tenho de escrever qualquer coisa –é o meu vício a comandar-, se eu o conhecesse a si, pessoalmente, estou certo de que contava o seu dia-a-dia, os seus amores, os seus pensamentos mais recônditos. Acontece que não conheço. Então, comecei a cogitar comigo, acerca de quem vou eu escrever? Pensei, pensei, balancei entre as pessoas das minhas relações, e bolas! Só me vinham à ideia construtores de sonhos, estereótipos de bom português. E, porra!, mas eu queria um vulgaríssimo portuga, cheio de medos, do passado, do presente e do futuro, um puro hipocondríaco. Um “Chunga”. Um obsessivo, um enfezado cheio de fobias, um “rotinas” militante, sem auto-estima. Então, nem de propósito, ontem, Domingo, dia do Senhor, como quem diz, desculpa para não mexer uma palha, estava eu sentado numa das esplanadas do Parque verde, ali coladinho ao Mondego, (vocês conhecem!). Embora seja um pelintra, nestas alturas, a gente sente-se gente, estão a ver a coisa? De óculos escuros, de roupa informal, a ler o Público e a apreciar a paisagem, com aquele longo lençol de água, como é que acham que eu me sentia? Além de mais, porque nestas coisas é sempre bom termos alguém escravo por perto, olhando aqueles desgraçados empregados dos bares a trabalhar que nem camelos, e eu resfolegado como um político a gozar a reforma, pensava, com os meus botões, que era pobrete mas alegrete. Eu quero lá saber das minhas dívidas! Que me interessa a mim que o Scolari fugisse aos impostos. Essa é boa! Que mania, esta de nos estarem a envolverem, como voyeurs, na vida dos outros, se nem da nossa damos conta. Fosca-se! Desculpem lá, que até me passo dos carretos! Estava eu então lá na esplanada a gozar umas merecidas curtas férias de um dia, indo para fora (da minha casa) cá dentro (da cidade), quando na mesa ao lado se sentou um escanzelado magricelas, assim um tipo de curtir laricas, mas bem vestido, embora de cores escuras, de olhos encovados e amedrontados. Devia ter à volta de quarenta e poucos anos. O homem sentou-se. Começou por, com um olhar de agente especial, varrer tudo em redor, como se fosse o farol da Barra em Aveiro. Nem a boazona, mesmo em frente a nós, de sainha curta –seria uma saia ou uma tanga, nem sei!-, com um pernão de fazer ressuscitar um morto –e que eu, em luta interior permanente, entre o jornal e aquele metafísico prato delicioso, disfarçadamente ia pondo os olhos-, o fez estancar o olhar. Quando os raios x dos dois faróis chegaram a mim, pararam. Eu, que estava todinho concentrado na boneca de cuecas amarelas, comecei a estranhar, o raio do “pelingrinhas”, enquanto bebia o café, não tirava os olhos de mim. Mau, mau! Só me faltava este! Ele bebia uma golada, olhava para mim, levantava a chávena, parava a meio, entre a mesa e os lábios, e olhava para mim. Bolas! Que é isto?! Primeiro, fiz de conta que não me tinha apercebido, mas depois, começou a incomodar-me. Foi então, como um clarão de um relâmpago, que no meu cérebro se fez luz: o homem tinha medo de mim. Certamente estaria a confundir-me com alguém. Só podia ser isso. De certa maneira, até fiquei aliviado, palavra, antes isso que outra coisa. Vade Rectro, Satanás!. Longe, longe! Estão a ver a coisa não estão? Já conseguem ver o meu alívio. Mas, se no princípio eu estranhava, com a continuação, o estranho entranhou-se, passando a redundância, e comecei a ficar curioso com a criatura. Vai daí, meti-me com ele: o senhor desculpe, mas pela sua forma de olhar, parece conhecer-me. Engraçado, é que eu também pareço conhecê-lo. Lá eu sabia quem era o raio do homem, nunca o tinha visto mais gordo –o que também era natural, se aquilo era uma procissão de ossos ambulantes. “Eu conheço bem o senhor”, respondeu o enfezado, dividido entre a irritação e o alívio por eu lhe dar a possibilidade de falar comigo. “O senhor é do SIS, não é? Anda a perseguir-me, a perscrutar as minhas actividades. Eu vi logo! A mim ninguém me engana!, disse, enchendo o peito cheio de ar. Parecia o “Manel” Alegre. O senhor está enganado, retruquei-lhe, abanando a cabeça, só estou mesmo a gozar o meu primeiro dia de férias. “Ai não, ai não?! E porque está sempre a olhar para mim?” Bom, se calhar, por puro acaso, talvez porque o senhor também olhava para mim. Respondi ao cabeça de alfinete. A verdade é que ele pareceu ficar descansado. Até vi os seus ombros descerem de descontracção, a fazerem lembrar os “bocas de sapo” antigos, da Citroen, lembram-se? Pois é, não sei que mágica empreguei mas fiz ali um amigo, conheci o Anastácio. Profissionalmente, era funcionário público, disse-me ele, em forma de confissão, encostando a sua boca ao meu ouvido. Começámos a conversar de coisas sem jeito, de repente, sem nada que o fizesse prever, atirava-me de rompante: “tem mesmo a certeza de que não trabalha para o SIS?” Como vou encontrar mais vezes o Anastácio –Anastácio Beijaflor, apresentou-se-me com grande solenidade, estendendo-me uma mão que parecia uma pala de cartão-, sem ele saber vou contar-vos as nossas conversas. Mas, não diga nada a ninguém, fica entre nós, está bem? Posso confiar em si?
«Os tractores não saíram à rua na manifestação de agricultores hoje realizada na Guarda, onde apenas marcaram presença meia dúzia de manifestantes, incluindo o presidente da associação que convocou o protesto.»
O Partido Comunista tem uma característica única no panorama nacional e talvez europeu: a Juventude Comunista é mais ortodoxa e fechada do que os "séniores"!
Juntando isto ao advento do Bloco de Esquerda assistimos a declínio óbvio do apoio ao dito partido, inclusivamente a nível local e com "históricos burriqueiros comunistas".
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (as camisolas, os interesses e até os ideais)!
Actualmente os recursos energéticos (ou a falta deles) dominam a actualidade e para percebermos melhor como estes "gigantes industriais" funcionam deixo-vos o exemplo Gazprom!
A Gazprom, empresa privada de derivados petrolíferos com sede na Rússia, produz 20% do gás natural do mundo e 25% da UE, detém 16% das reservas mundiais do dito gás e é a 3ª maior empresa mundial em termos do valor das acções. Está também com uma posição muito forte no negócio do petróleo tendo-se "fundido" com a empresa estatal de petróleo russa Rosfnet dando origem à Gazpromneft que pouco tempo depois adquiriu a Yugansk aumentando a sua quota nas reservas petrolíferas russas sobre as quais pretendem exercer monopólio adquirindo as 3 grandes empresas petrolíferas russas que ainda não controlam, o que lhes permitirá também ser muito representativos a nível mundial controlando campos petrolíferos por todo o Globo. Possuem ainda um clube de futebol, o Zenit, que este ano conquistou a taça UEFA e que parece ser o mais recente "passatempo" dos dirigentes da empresa tendo investido mais de 100 000 000€ no clube.
Até aqui tudo menos mal. O pior vem a seguir!
A Gazprom e o governo há muito tempo mantêm um relacionamento próximo, mas a dança das cadeiras entre eles está cada vez mais óbvia: Medvedev substitui Putin como presidente; Putin torna-se primeiro-ministro, substituindo Viktor A. Zubkov; e Zubkov assume o lugar de Medvedev como presidente da Gazprom.
Assustadora esta promiscuidade, especialmente quando as nossas sociedades estão completamente dependentes dos energias fósseis!
Agora reduzimos isto à nossa realidade local e mudamos os oligarcas. Em vez do governo de um país temos apenas um partido político com ambições a conquistar uma autarquia. Não vendem petróleo mas casas ou outra coisa qualquer. Ainda não vão à bola, mas entretêm-se com carnavais e (infelizmente) com a Misericórdia.
No fundo a desmedida ambição de poder está lá na mesma! Pouco importa o povo ou o bem comum, quem está ao nosso lado ou quem temos de atropelar e, infelizmente, parece que no mundo e na política de hoje subsistem as boas maneiras romanas: "Conhecê-los, amá-los e FOD...."!
Quem me conhece sabe quais são as minhas orientações partidárias mas não estranhará que tome esta posição a nível local e que me manifeste abertamente (embora não faça parte da organização em causa). Considerem esta opinião e esta referência como provindo de um observador independente. É com grande alegria e esperança que vejo a "minha" geração a "tomar as rédeas" e a querer assumir as responsabilidades de uma força política a nível local, neste caso a JSD. Bruno Coimbra, um ilustre "burriqueiro", encabeça uma lista composta algumas pessoas em quem acredito e a quem reconheço valor, valores e carácter para as lides autárquicas.
"É um dos maiores novos talentos da música brasileira. Os dois primeiros discos surpreenderam crítica e público e deixaram este e outro lado do Atlântico à espera de novo capítulo. Ele chegou com o nome de "Samba Meu" e agradou. Maria Rita regressa a Portugal para dois concertos no Coliseu de Lisboa (24 e 25 de Junho) e um no do Porto (27 de Junho)."
Confesso que a 1ª vez que ouvi não fui muito à bola com ela... Actualmente adoro! Aproveito o balanço e apresento uma música com uma letra incrivel de um senhor chamado Noel Rosa!
"Mais de 100 mil pessoas passaram domingo pelo 41º. Circuito de Vila Real, ultrapassando, assim, as expectativas da organização, e totalizando, em dois dias, cerca de 125 mil visitantes, que assistiram às corridas e participaram nas festas."
As provas e encontros de carros clássicos são, comprovadamente, um grande atracção para turistas e visitantes, já para não falar dos participantes (que normalmente trazem vontade de gastar!).
No Luso temos o Clube LusoClássicos que tem demonstrado excelente capacidade organizativa e uma grande abnegação pessoal dos seus colaboradores e em especial dos seus "mentores"!
Deixo a pergunta: Qual tem sido a resposta da Câmara Municipal da Mealhada, da Junta de Freguesia de Luso e da (felizmente...) quase extinta Junta de Turismo Luso-Buçaco?
E já que estamos nos desportos motorizados: O que disseram aquando da possibilidade da paragem do Portugal Lés-a-Lés no Luso durante uma noite??
"Os comboios regionais vão ter uma redução média de 2,84% e nos inter-regionais a descida é de 3,48%. Os urbanos devem aumentar, mas ainda não há decisão do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres."
"O vereador do desporto da Câmara Municipal de Coimbra, Luís Providência, prometeu hoje, durante a apresentação da corrida do Dia Olímpico 2008, a homologação da pista de tartan do Estádio Cidade de Coimbra até final do ano."
Muito bom para a cidade de Coimbra e talvez muito mau para o Luso!
Actualmente temos no Centro de Estágios do Luso a única pista de atletismo homologada da região o que nos tem permitido receber algumas importantes provas, especialmente nos escalões de formação. Certamente algumas delas passarão para Coimbra, especialmente depois dos episódios dos maus cheiros! Espero que a autarquia valorize, cuide e promova a nossa pista de tartan porque tem sido essa a grande mais valia do Centro de Estágios para o Luso, sem desprimor para as (poucas) equipas de futebol que por aqui têm passado!
"A Federação Nacional de Professores (Fenprof) pediu hoje a revogação da "prova de ingresso" na carreira docente, considerando que promove o desemprego entre a classe por professores que já deram aulas terem também de a realizar.
No âmbito do novo Estatuto da Carreira Docente, todos os candidatos a professor terão a partir de agora de realizar, pelo menos, dois exames, ficando impedidos de aceder à carreira com uma classificação inferior a 14 valores."
Não deixa de ser estranho ver os avaliadores a recusarem ser avaliados, numa manobra de uma associação que parece promover publicamente a incompetência dos seus membros!
Mas também já estamos habituados a estas atitudes! Além de estarem convencidos que o estado português tem a obrigação de lhes garantir emprego (quando já temos uma das melhores relações entre número de alunos e de professores da Europa!) independentemente da necessidade do mercado, também pensam que não precisam de estar durante 40 horas semanais no seu posto de trabalho e agora recusam qualquer tipo de avaliação promovendo a mediocridade! Belos exemplos para as nossas crianças!
"Sábado, 14 de Junho, primeiro dia do Campeonato Nacional de Juniores de Atletismo, no Centro de Estágios de Luso. Com mais de quinhentos atletas participantes, e seus familiares teria ficado provado, uma vez mais, que este é local ideal para albergar as melhoras provas, a nível nacional, desta e de outras modalidades. Que possui, também, as condições mais do que necessárias para tudo o que este tipo de eventos trazem consigo. Contudo, a repórter do Jornal da Mealhada foi chamada ao local, não para fazer apenas a cobertura do evento, mas a fim de sentir, também, as dificuldades em respirar, e até em ver, que atletas e espectadores sentem, devido ao cheiro e fumo provenientes da fábrica Alcides Branco & C.ª, SA, da Lameira de Santa Eufémia e localizada nas imediações do Centro de Estágios de Luso. A indignação assolou a todos, entre atletas, dirigentes, autarcas, familiares e espectadores. "É vergonhoso!", foi dito. E alguns ameaçavam ir embora..."
"Não há quem suporte o cheiro a estrume. Nos últimos dias, é e tal forma intenso que motivou a intervenção da delegada do Centro de Saúde local, bem como do director clínico do Hospital da Misericórdia da Mealhada.
"O cheiro era realmente perturbador, não é admissível que os excrementos sejam espalhados por uma tão grande área de terra, sem qualquer produto anti-odor", referiu Adelaide Capelão, delegada de Saúde, explicando que enviou um relatório ao Ministério da Agricultura, pedindo a sua intervenção."
«1. ¿Qué es la Directiva del Tiempo de Trabajo? Una norma introducida por la Comisión Europea en 1993 con el objetivo de salvaguardar los derechos de los trabajadores, en la que se pone un límite al número de horas que se puede trabajar a la semana y se especifican también los tiempos de descanso y las características del trabajo nocturno.
2. ¿Qué derechos contempla actualmente esta directiva? - Un máximo de 48 horas semanales de trabajo.- Once horas seguidas de descanso al día.- Una pausa cuando la jornada es mayor de seis horas.- Un día de descanso como mínimo a la semana.- Cuatro semanas de vacaciones.
3. ¿Qué es la cláusula opt-out? Un añadido a esta directiva que permite a los estados miembros que lo deseen autorizar a los trabajadores pactar con sus empresas jornadas semanales por encima de las 48 horas. Hasta ahora, tan sólo se ha aplicado en el Reino Unido.
4. ¿Qué se ha aprobado ahora? El pasado día 9, y tras 12 horas de discusiones, la UE aprobó una nueva directiva que modificaría la actual, y que establece que, si bien, como regla general, la semana de trabajo en la UE debe seguir teniendo 48 horas como máximo, en virtud de acuerdos individuales se permitirá que empresario y trabajador puedan alargar la jornada hasta 60 horas semanales, calculadas como media durante un periodo de tres meses, e incluso hasta 65 horas en el caso de guardias médicas y otros colectivos considerados especiales. Esta medida, pues, consagraría en toda la Unión la llamada free choice (libertad de elección) del trabajador, al estilo británico, es decir, el opt-out.
5. ¿Quién la ha aprobado? El Consejo de Ministros de Trabajo de la UE, es decir, el órgano en el que están presentados los ministros de Trabajo de los 27 países de la Unión. La propuesta fue presentada por Eslovenia –estado que ocupa actualmente la presidencia de turno del Consejo- , concretamente, por la ministra de Trabajo de este país, Marjeta Cotman.
6. ¿Es definitivo? Aún no. El acuerdo debe recibir todavía el visto bueno del Parlamento Europeo. Por otro lado, en el caso de ser aprobado, cuatro años después de la entrada en vigor de la norma, el Ejecutivo comunitario deberá elaborar un informe sobre la aplicación de las excepciones a la jornada de 48 horas, informe que podrá ir acompañado de “propuestas para reducir el exceso de horas trabajadas”.
7. ¿Será obligatorio? No. De ser aprobado, este acuerdo no impone la nueva semana laboral, sino que la permite. Es decir, no será obligatorio aplicarla, aunque si se aplica, ya no será ilegal. La aplicación de la norma en los estados miembros dependerá de la legislación interna de cada uno y de la negociación de los convenios colectivos con los sindicatos. La aplicación de la norma en los estados miembros dependerá de las legislaciones internas
8. ¿Qué garantías tendrán los trabajadores? La nueva directiva contempla una serie de salvaguardas para garantizar, en teoría, que los trabajadores aceptan el opt-out voluntariamente y no forzados por temor al despido. El empresario deberá obtener un consentimiento por escrito del trabajador para trabajar más de 48 horas. La validez del consentimiento no podrá ser superior a un año y será renovable. El acuerdo entre empresario y trabajador no podrá firmarse en el momento de la rúbrica del contrato ni durante las cuatro primeras semanas de la relación laboral.
9. ¿Qué pasará si en unos países se aplica y en otros no? Es probable que la norma no se llegue a aplicar de forma general en países con más tradición de derechos sociales en materia laboral, como España. Pero el hecho de que sí se haga en otros estados también puede afectarnos, ya que supondrá un desequilibrio en los costes laborales por trabajador, lo que puede implicar una mayor deslocalización industrial. Es decir, las grandes empresas multinacionales se plantearán invertir más donde sus empleados puedan trabajar más horas y permitan más flexibilidad.
10. ¿Cuántas horas supone al día esta nueva jornada semanal? Hasta ahora, la legislación se movía entre 40 horas semanales (8 horas al día) y 48 (algo más de 9 horas y media). Trabajar 60 horas a la semana supone una media de 12 horas diarias. Con esta medida, la UE superaría en más de un 35% lo que la Organización Internacional del Trabajo (OIT) considera una jornada “excesiva”.
11. ¿Se podrían superar incluso las 60-65 horas? Sí, si hay un acuerdo en ese sentido entre los interlocutores sociales, o si así lo establece el convenio colectivo del sector en cuestión.
12. ¿Se aplicaría la norma a todos los contratos? No. Los contratos de menos de diez semanas de duración no quedarían cubiertos por estas disposiciones.
13. ¿Cómo afectaría a las guardias médicas? Varias sentencias del Tribunal de Justicia de la UE ha dictaminado que las guardias deben considerarse tiempo de trabajo, por lo que la directiva actual se quiere reformar precisamente para evitar los elevados costes que tendría la aplicación de estas sentencias (según la Comisión, 23 estados miembros incumplen esta jurisprudencia). Con la nueva normativa, el periodo inactivo de las guardias (cuando los médicos duermen en el hospital, por ejemplo) podrá ser considerado tiempo de trabajo. También en este caso se deberá llegar a un acuerdo con la Eurocámara, que pide que las guardias se consideren tiempo de trabajo.
14. ¿Quiénes están a favor de esta nueva directiva? Además de Eslovenia, la iniciativa cuenta con el apoyo de los países partidarios de una mayor flexibilidad en el mercado de trabajo, encabezados por el Reino Unido, y entre los que ahora se encuentran también Francia e Italia, así como Alemania, Austria y la mayoría de los países que se incorporaron a la UE en mayo de 2004.
15. ¿Quiénes se oponen? España, que ha sido uno de los países más críticos con esta propuesta, se abstuvo en la votación por considerar el texto “un retroceso social”. El Gobierno español quería que las excepciones (opt-out) a las 48 horas se eliminaran por completo tras un periodo transitorio. También se opusieron Bélgica, Chipre, Grecia y Hungría, y presentaron reservas asimismo Portugal y Malta. Los principales sindicatos europeos han expresado igualmente su rechazo.
16. ¿Por qué se ha aprobado ahora? Principalmente, porque Francia e Italia, dos de los países con más peso de entre los que se oponían, han dejado de oponerse. La propuesta, que ha sido aprobada al sexto intento, estaba paralizada desde hacía cuatro años por el rechazo de un frente común formado principalmente por España y estas dos naciones, que ejercían la llamada minoría de bloqueo. Italia fue, con la vuelta de Silvio Berlusconi al poder, la primera en abandonar este frente. Le siguió la Francia de Nicolas Sarkozy, tras pactar con el Reino Unido el apoyo para otra directiva que se negocia paralelamente (la reforma de las agencias de trabajo temporal). Con Berlusconi y Sarkozy, Italia y Francia se han echado atrás en su tradicional oposición a la ampliación de la jornada laboral
17. ¿Qué argumentan los que están a favor? La ministra eslovena de Trabajo, Marjeta Cotman, aseguró que el acuerdo alcanzado “ofrece protección para los trabajadores y flexibilidad en la ordenación del tiempo de trabajo”. John Hutton, ministro británico de Economía, indicó que este acuerdo asegura la libertad de los trabajadores para poder ganar más con más horas de trabajo, y que las empresas puedan estar cubiertas durante periodos de mayor actividad, recordando que en el Reino Unido, donde existe una mayor flexibilidad laboral, el paro se mantiene en el 5% frente al 6,7% de media de los 27. En general, los que están a favor de la medida destacan el efecto positivo que un aumento de la competitividad y de la flexibilidad laboral puede tener para la economía.
18. ¿Qué argumentan quienes están en contra? Los países que rechazan el acuerdo y los sindicatos coinciden en señalar que la libertad que se otorga al trabajador es sólo teórica, ya que, al suprimirse este aspecto de la negociación colectiva y dejarlo al arbitrio de un pacto individual, se aboca a los trabajadores a asumir en la práctica cualquier exigencia del empresario. Asimismo, destacan que la medida supone renunciar a un derecho (las 48 horas) obtenido hace casi un siglo (en 1917) tras años de combates sindicales.
19. ¿Qué ha dicho el Gobierno español? El ministro de Trabajo, Celestino Corbacho, considera que la nueva directiva representa “una regresión en la agenda social”: “Nos acercamos más al siglo XIX que al XXI”, añadió, indicando que la norma impide “la conciliación de la vida laboral y familiar” y no protege adecuadamente la salud de los trabajadores.
20. ¿Qué han dicho los sindicatos? UGT señaló que la medida supone “un retroceso y un atentado”, y que puede desencadenar “una situación de confrontación muy seria”. CC OO manifestó que se trata del “mayor ataque al derecho laboral desde la creación de la UE”.
21. ¿Qué otras reacciones se han producido en España? - El PSOE calificó el acuerdo de “retrógrado”.- El PP acusó al Gobierno de “confundir” a la opinión pública porque la directiva “no es obligatoria” y “se ciñe a un problema puntual relacionado con el cómputo de las horas de las guardias médicas”. Recuerda que en España la Ley establece 40 horas.- IU habló de “un escándalo que niega la historia política y social de la UE”.- Para UpyD se trata de un “retroceso histórico”.- El PNV tachó la medida de “verdadera agresión a los derechos de los trabajadores”.- La Patronal del metal destacó que la aplicación de este acuerdo en España “es prácticamente imposible” y abogó por buscar la competitividad en otros factores distintos del coste salarial y de los precios.
22. ¿Trabajar más horas supone más productividad? No. Los países europeos con mayor productividad son aquellos en los que se trabaja menos horas, tal y como han revelado numerosos informes recientes, entre ellos, uno de la OIT, y el Euroíndice de Adecco y la escuela de negocios IESE. Al trabajar más horas, tiende a disminuir el aprovechamiento que se hace de cada una de ellas. Una mejora en la eficiencia puede llevar a reducir la jornada de trabajo, sin que se produzca una caída en la producción. Los países europeos con mayor productividad son aquellos en los que se trabaja menos horas
23. ¿Cómo es la relación entre productividad y horas trabajadas en España y en Europa? Polonia tiene la jornada laboral más prolongada (40,1 horas por semana) y la menor producción por hora (19 dólares internacionales). En segundo lugar se encuentra Portugal, con la segunda jornada más larga (39,1 horas) y el segundo menor aprovechamiento de cada hora trabajada (24,6 dólares). España, con una de las mayores jornadas, es el tercer país que menos rendimiento obtiene por hora trabajada: de cada una de las 38,3 horas por semana que trabaja de media cada ocupado español se obtiene un valor añadido de 33,7 dólares. Por otra parte, los tres países con jornadas medias más breves (Holanda, Alemania y Bélgica) se encuentran entre los cuatro en los que la productividad por hora trabajada es mayor. La productividad de Bélgica es un 54% más elevada que la de España y casi el triple que la de Polonia.
24. ¿Cuánto se trabaja en otros países? Según datos de la OIT , una de cada cinco personas en el mundo trabaja un número excesivo de horas. Perú encabeza la lista, con un 50,9% de empleados trabajando más de 48 horas a la semana. Le siguen Corea del Sur (49,5%), Tailandia (46,7%) y Pakistán (44,4%). En general, se trabaja más horas en los países en vías de desarrollo, debido a la progresiva “terciarización” de sus economías (la expansión del sector de servicios) y al empleo sumergido, así como al hecho de que los bajos salarios hacen necesarias jornadas más largas para llegar a fin de mes.En los países desarrollados, la proporción es del 25,7% en el Reino Unido, 25,5% en Israel, 20,4% en Australia, 19,2% en Suiza, y 18,1% en EE UU. Los datos son del año pasado. 25. ¿Nos acercamos al modelo estadounidense? Sí, aunque todavía estamos lejos. En EE UU los empleados trabajan de media 41 horas semanales y sólo tienen dos semanas de vacaciones al año. En 2005 el número total de horas trabajadas en el país norteamericano fue un 15% superior a la media de la UE. A mediados de los 70, los europeos trabajaban más horas que los estadounidenses, pero la tendencia empezó a cambiar en los 80. En EE UU, al igual que en Japón o en Australia, el tiempo límite de trabajo más allá del cual hay que empezar a pagar horas extra no está reglamentado específicamente en la ley.
26. ¿Qué consecuencias negativas puede tener una semana laboral de 60 ó 65 horas para el trabajador? Aparte de una posible reducción en la productividad, las jornadas laborales excesivas incrementan el riesgo de accidentes laborales y enfermedades, así como el coste que ello ocasiona a los trabajadores, a los empleadores y a la sociedad en general. También puede suponer una menor calidad en el servicio, debido al cansancio del trabajador. Por otra parte, la posibilidad legal de trabajar más horas incide en una mayor dificultad a la hora de conciliar la vida laboral con la familiar, y aumenta la brecha entre hombres y mujeres: los hombres tienden a trabajar una mayor cantidad de horas que las mujeres, ya que éstas siguen siendo las principales responsables de realizar un trabajo no remunerado en los hogares.
27. ¿Cómo puede afectar a la salud? Un estudio de la Agencia de Salud Pública del Ayuntamiento de Barcelona señala que trabajar más de 40 horas semanales perjudica la salud. El principal efecto es la falta de sueño, pero también se observan otros síntomas como insatisfacción laboral, ansiedad y depresión, hipertensión arterial, mayor probabilidad de fumar y sedentarismo. La encuesta revela que las consecuencias son peores en mujeres que en hombres.
28. ¿Cómo se sienten los trabajadores españoles? Según una encuesta publicada esta misma semana, el 49% considera que su trabajo les demanda mucho esfuerzo y resulta agotador con la jornada actual. El dato sitúa a España a la cabeza de la UE en este sentido, seguida de Suecia y Dinamarca.
29. ¿Dónde queda ahora la jornada de 35 horas? Más lejos. En principio, el nuevo acuerdo de la UE supone pasar de la lucha por conseguir una jornada de 35 horas semanales a la defensa del modelo actual de 48. Incluso en Francia, que adoptó las 35 horas semanales en 1998, bajo un Gobierno socialista, el modelo de 35 horas vuelve a ser cuestionado ahora por el Ejecutivo conservador de Nicolas Sarkozy, quien, aunque después se echó atrás , llegó a anunciar una reforma de la semana laboral con las consiguientes protestas ciudadanas.
30. ¿Qué medidas relacionadas con el tiempo de trabajo pueden contribuir a mejorar la calidad de vida de los empleados? Además de reducir las jornadas laborales excesivas, la OIT recomienda:-Adoptar medidas que favorezcan la vida familiar (flexibilidad en la jornada, licencias de emergencia por motivos familiares, trabajo a tiempo parcial).-Promover el desarrollo de trabajo a tiempo parcial de alta calidad, promoviendo la igualdad de sexos.-Establecer un número reglamentario de horas razonable y que a la vez contribuya a elevar la productividad de las empresas, rompiendo el círculo vicioso de largas jornadas y baja remuneración.»
Uma vez que os media portugueses não acham este assunto digno de ser publicado tive de recorrer ao blog Jumento que me encaminhou para o periódico espanhol 20minutos (e eu até nem gosto de espanhóis nem do Saramago!).
Muito má esta posição da UE! A luta e as conquistas de milhares de pessoas a serem esquecidas em favor dos poderosos da Europa!
«Assim, um camião que seja carregado com 14.000 litros de gasóleo a uma temperatura de 27,2ºC pode chegar ao seu destino apenas com 13.860 litros, se a temperatura aí registada for de 15ºC. Entretanto, esse revendedor pagou à petrolífera IVA e Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) relativos aos 14.000 litros. É uma dupla penalização, uma vez que paga produto que não recebeu e ainda assume impostos sobre essa mesma carga que não lhe chegou.Já as petrolíferas saem duplamente beneficiadas: recebem por litros que não chegaram a sair dos seus reservatórios e ficam com uma pequena parte do ISP cobrado, uma vez que só entregam à Direcção-Geral das Alfândegas o imposto relativo aos 13.860 litros, dado que a temperatura de referência fixada pelo Estado para o cálculo do ISP é de 15ºC .»
"Cantanhede volta a ser, de hoje até domingo, a capital mundial de jazz popular. A 5.ª edição do Festival Internacional Dixieland promete “transportar” New Orleans para esta região da Gândara através de 11 bandas de Dixie, seis delas internacionais. Os momentos altos deste evento de características inéditas em Portugal são, pode dizer-se, constantes, mas os concertos que se vão realizar, todas as noites às 22h30, no grande espaço coberto instalado no Parque de S. Mateus, acabam por atrair gente de todo o país."
Este ano até vão à Mealhada!! Fantástico! No sábado pelas 17:00 no Jardim Municipal da Mealhada estará um grupo musical (talvez em representação do executivo do edil João Moura!!) a mostrar como é que se fazem as grandes acções de promoção local em forma de manifestação cultural, juntando o útil ao agradável!
Se dermos uma vista de olhos em todos os jornais (Público, Sol, Expresso, JN, DN) veremos que o tema dominante é A PARALISAÇÃO DAS TRANSPORTADORAS... e claro que não é um exclusivo português, na vizinha Espanha também se passa o mesmo e o nível de violência é idêntico... já se registam óbitos tanto em Portugal como no lado de lá da nossa fronteira...
Há uma série de questões que me estão a custar perceber:
Porque é que as transportadoras nacionais querem o gasóleo ao preço de Espanha? Os espanhóis também estão a protestar... será que querem o preço dos combustíveis como em Portugal?
Porque é que ninguém intervém na correcção da ordem... ou seja, porque é que se continua a deixar que camionistas que não querem aderir à greve sejam apedrejados e insultados sem que nada se faça para o impedir?
Os piquetes de greve não deveriam servir apenas para tentar mobilizar os restantes colegas de trabalho para uma luta (por mais sem sentido que ela seja?) sem recorrer a agressões?
O que estão a fazer as polícias quando ouvem e lêem em todos os telejornais e jornais as notícias de violência... estão à espera que mais grevistas morram atropelados... enquanto que os não aderentes a esta greve com medo da violência que poderão ser alvos furam as greves podendo por em causa a integridade física dos demais salvaguardando a sua?
Será que ainda ninguém percebeu que o problema não é português, espanhol, francês... etc... é um problema mundial... a GALP é apenas uma pequena molécula numa cadeia enorme que é encabeçada pelos países produtores de petróleo que mandam e desmandam a seu belo prazer no preço dos combustíveis e esses sim são os maiores ganhadores com toda esta situação!
Será que ainda há quem acredite que serão os Estados a financiarem as diferentes actividades económicas? Então se se propuser um aumento dos impostos as pessoas não vão queixar-se certo?
"Chamaram-lhe "projecto XIMBA", foi idealizado pela Entreposto e eram frequentemente vistos nas mãos dos técnicos da Alcodi (empresa de elevadores) e dos TLP. O Sado 550 é parecido com o SMART, mas nasceu das mãos de técnicos portugueses."
Pois é... Será que temos aqui o "Smart dos pobres"? Este foi mais um daqueles projectos que morreram por estarem muito à frente do seu tempo. Felizmente, esse mesmo tempo vem dar razão e mérito aos seus criadores e talvez ressuscitar o veículo!
"A pouco mais de seis meses das eleições para a próxima comissão política concelhia - que terá uma palavra a dizer sobre a escolha do candidato à Câmara - dezenas de funcionários da Câmara de Anadia e seus familiares terão sido pressionados a inscrever-se no PSD, o partido a que pertence o presidente da autarquia, Litério Marques. Presentemente a cumprir o seu terceiro mandato como presidente da Câmara de Anadia, Litério Marques - sobre o qual recaem as suspeitas - é, também, presidente da "concelhia" laranja há três mandatos consecutivos, não podendo, por imposição estatutária, voltar a candidatar-se à liderança do PSD local, em Dezembro. As suspeitas, que o presidente da Câmara desmente "categoricamente", foram desencadeadas, tanto quanto o JN apurou, por uma carta anónima, posta a circular em meios restritos, que chegou às mãos de um elemento da Assembleia Municipal, e ganharam consistência com o testemunho de um eleito local, que garante ter visto "várias fichas" (propostas de militante), com o símbolo do PSD, em cima de uma secretária de um departamento municipal. Esta quarta -feira, Litério Marques, levou 182 propostas de novos militantes, à comissão política concelhia, para aprovação."
"No princípio era apenas um dia dedicado à música portuguesa. Mas a ideia acabou por ganhar a dimensão de um festival, a decorrer no fim-de-semana de 11, 12 e 13 de Julho deste ano. Chama-se "Música Portuguesa, Hoje" e foi ontem apresentado no Centro Cultural de Belém (CCB) pelo presidente da instituição, António Mega Ferreira, e pelos comissários António Pinho Vargas, Pedro Santos e Rodrigo Amado. "São uns mini-Estados Gerais da música portuguesa. "Mini"...", disse Mega na conferência de imprensa de apresentação do novo festival, não elevando demasiado as expectativas. Mas o presidente não conseguiu esconder o seu entusiasmo, nem deixar de assumir a ambição do projecto."
"A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) pode ser inconstitucional, defendem alguns especialistas, lembrando que a criação desta polícia não teve autorização do Parlamento, avança hoje o “Diário Económico""
Infelizmente a pressão dos exames, que não se aproximam pelo simples facto de já estar em plena época..., estão a deixar-me muito pouco tempo para escrever... embora siga a actualidade com especial atenção!
Mas hoje nesta pausa apeteceu-me escrever algumas coisas que durante toda a semana estive a apontar...
Mais uma vez o petróleo... - desenganem-se todos os que pensarem que a escalada no preço dos combustíveis vá baixar. Talvez seja melhor pensar seriamente em fontes de energia alternativa... Chega de estarmos na mão de uma "dúzia" de países, que controlam a produção do petróleo e fazem dele o que bem entendem.
Manuela Ferreira Leite - Venceu, o que já era sobejamente esperado... tal como a posição dos outros candidatos. Pedro Santana Lopes cravou mais um prego no seu caixão politico com este 3º lugar...Falta saber o que virá desta liderança... talvez credibilidade a um partido que tem vindo a ser descredibilizado.
Selecção Nacional - Já treinam na Suíça... Está prestes a começar um novo desafio que todos esperamos que seja ultrapassado, embora não tenha grande confiança no percurso de Portugal neste Europeu... estamos perante uma selecção de transição.
Pescadores - Continua a greve... e já houve alguns exageros!!! Pouco sentido democrático... Será que sabem que também há o direito de não fazer greve??? Tristes incidentes...
José Mourinho - Já está em Itália...
O nosso dinheiro - o relatório do Tribunal de Contas aponta para mais de 800 milhões de euros de despesa pública irregular após auditorias às entidades de administração central, regional e local.Entre as situações irregulares encontram-se pagamentos não orçamentados, pagamentos com recurso a operações específicas do Tesouro e transferências de municípios para empresas públicas municipais com um instrumento que o Tribunal de Contas considerou "desadequado".
"A Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha, anunciou o executivo comunitário em comunicado. tamanho da letra ajuda áudio enviar artigo imprimir Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços: BP, Repsol, Cepsa, Nynas e Galp."
"“O valor gasto nesta feira ronda os quarenta mil euros e, enquanto, eu for presidente da Câmara esta verba não vai alterar-se”, afirmou Carlos Cabral"
Confesso que a verba não é exagerada mas gostava de fazer um reparo: com mais uns alguns € fazia-se uma coisa em condições! Está ali um espaço "diferente" para jantar, mas só isso! Não ajuda em nada a economia do concelho e muito menos a sua imagem!
PS: Agora já posso deixar mais informações sobre a feira aqui!!!
"Durante nove dias, um mundo de sabores, sons e cheiros faz do Jardim Municipal o centro das atenções. Mais de 40 expositores de artesanato e oito tasquinhas estão ali para descobrir."
Ainda não fui lá mas já ouvi dizer que, e passo a citar, "está muito fraco, aliás, cada vez pior!". Eu sei que os termos de comparação são muito fortes (nomeadamente Cantanhede), mas ou se faz bem ou então mais vale estar quieto! Já agora a Associação Comercial e Industrial da Mealhada (ACIM), que promoveu uma feira durante 2 ou 3 anos (ainda fui lá tocar uma vez), não podia contribuir, pelo menos com a experiência aquirida, para melhorar esta "feira de comer e bebes"? Eu sei que essa feira que organizou também era muito fraquinha, até desorganizada e provavelmente só ganhou algo de bom quem vendeu os espectáculos, mas o tecido comercial e indústrial do concelho tem capacidade para mais. Ou não?
PS: gostava de vos deixar o programa dos espectáculos mas não consigo abrir o site da CMM.